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“Ele é fresco para comer”: quando a recusa alimentar é um sinal
Nem toda dificuldade alimentar é comportamental. Veja os sinais de que a criança pode ter dificuldade para mastigar ou engolir e quando procurar avaliação.
Por Dra. Ana Koerich · CRFa 3-11387
Publicado em
“Ele é fresco para comer.” Essa é uma das frases que mais escuto quando uma criança apresenta dificuldade alimentar. Mas a pergunta que precisa ser feita é outra: ela está recusando porque não quer comer — ou porque existe uma dificuldade para mastigar, organizar o alimento na boca e engolir com segurança?
Nem toda dificuldade alimentar é comportamental
Algumas crianças convivem diariamente com engasgos, desconforto durante as refeições, dificuldade com determinadas texturas ou um esforço para comer muito maior do que os adultos conseguem perceber.
Quando isso não é investigado, o problema pode evoluir para:
- aversão alimentar;
- perda de peso;
- déficits nutricionais;
- complicações respiratórias.
Sinais que merecem atenção
- refeições muito longas;
- engasgos frequentes;
- recusa persistente de texturas específicas;
- dificuldade para ganhar peso.
A alimentação deve ser segura, eficiente e prazerosa
Se existe sofrimento, medo, cansaço ou dificuldade para comer, a criança não está sendo difícil. Ela está mostrando que algo precisa ser avaliado.
Na avaliação fonoaudiológica, observo como a criança mastiga, como organiza o alimento na boca e como engole — e, quando necessário, trabalho em conjunto com pediatra e nutricionista.
Quando procurar avaliação
Se você percebe esses sinais no seu filho, agende uma avaliação fonoaudiológica. Quanto antes identificarmos a causa, mais rápido podemos ajudar essa criança a se alimentar com segurança e tranquilidade.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação fonoaudiológica individual.